Quando pensamos que a vida não tem nada de novo a nos mostrar, eis que surgem situações que nos deixam pensativos.
Escrevo sobre um episódio da minha vida que se tem vindo a arrastar ao longo de quase cinco anos. Comparo-o a uma novela mexicana principalmente por não achar piada nenhuma…
A minha história pode ser encarada como um caso raro de auto-tortura emocional em que, o tempo foi passando e o verbo amar não deixou de ser conjugado no singular.
Muitas pessoas passam pelo mesmo nas suas vidas e acabam por ultrapassar o caso naturalmente.
Como é hábito, eu tinha de ser diferente… Devo ser um anormal por ter visto sempre alguma coisa a manter a fogueira acesa. Cada vez que penso nisto, faz-me odiar a palavra esperança.
Ver a pessoa em questão seguir a sua vida com total naturalidade e sem reparar que eu sempre estive aqui, fiel aos meus sentimentos, fez-me explodir com raiva a mim mesmo!
Mantive este assunto como tabu durante muito tempo mas desta vez tinha de desabafar para tentar sair destas areias movediças. As vítimas: os meus amigos.
A solução prontamente sugerida, a meu ver, radical, foi cortar a corda da âncora do meu barco. Era urgente deambular em alto-mar, bem longe da terra onde estava atracado. E assim fiz…
Esta reabilitação é cheia de radicalismos mas quero acreditar que é impossível sentir-me pior do que eu me sinto e para grandes males, grandes remédios…
Provavelmente esta é a primeira vez que coloco o meu bem-estar à frente de tudo o resto mas sei que não podia acumular ainda mais esta situação.
Fica a mágoa de estar a fazer isto a uma pessoa fantástica mas que me tem atormentado inconscientemente.
Entro assim numa fase de profunda introspecção.







