Archive for the ‘reflexos’ Category
Insomnia
Não adormeço hoje.
Hmmm.
As feridas não saram.
O pensamento polui-me.
Os demónios do passado brincam na minha mente.
Alguém que me liberte destas correntes.
Quero.
Quero ser libertado.
Mostra-me como o fazer…
Quero dormir em paz.
Solta o sonho perfeito de uma realidade imperfeita.
Caminho para a destruição…
Durmo.
Acordo.
Repete-se o ciclo.
Terei tomado uma má decisão? =/
Ciclo vicioso
Já tinha escrito três linhas de texto mas apaguei-as…
Às vezes esqueço-me que escrever aqui é diferente de escrever no anonimato. Aqui não há escudo actimel para ninguém!
De qualquer maneira estou a precisar soltar uns pensamentos da minha cabeça e prendê-los na forma de texto.
Estou cansado de ser como sou. As minhas rotinas começam a deixar-me doente.
Falta-me a chama de acreditar em qualquer coisa.
Tenho saudades.
Muitas…
Sou um fraco.
Tomo decisões importantes para o meu bem e depois fico na mesma. Foda-se que gajo tão triste que consigo ser.
Ser assim revolta-me.
Se a minha vida fosse um livro, teria na capa: “O incompreendido”.
A vida não retribui da forma que devia. Sinto que o mundo é injusto…
Enfim.
Ao menos confirmo que a música ajuda a apaziguar o estado de espírito.
A Alicia Keys tem-me ajudado hoje com este Empire State of Mind (com o Jay-Z).
Natal
Somo este ano mais um Natal a trabalhar.
E já vão três consecutivos…
A todos os que aqui passaram, FELIZ NATAL. ^^

Palavras que magoam o meu espírito
Quando pensamos que a vida não tem nada de novo a nos mostrar, eis que surgem situações que nos deixam pensativos.
Escrevo sobre um episódio da minha vida que se tem vindo a arrastar ao longo de quase cinco anos. Comparo-o a uma novela mexicana principalmente por não achar piada nenhuma…
A minha história pode ser encarada como um caso raro de auto-tortura emocional em que, o tempo foi passando e o verbo amar não deixou de ser conjugado no singular.
Muitas pessoas passam pelo mesmo nas suas vidas e acabam por ultrapassar o caso naturalmente.
Como é hábito, eu tinha de ser diferente… Devo ser um anormal por ter visto sempre alguma coisa a manter a fogueira acesa. Cada vez que penso nisto, faz-me odiar a palavra esperança.
Ver a pessoa em questão seguir a sua vida com total naturalidade e sem reparar que eu sempre estive aqui, fiel aos meus sentimentos, fez-me explodir com raiva a mim mesmo!
Mantive este assunto como tabu durante muito tempo mas desta vez tinha de desabafar para tentar sair destas areias movediças. As vítimas: os meus amigos.
A solução prontamente sugerida, a meu ver, radical, foi cortar a corda da âncora do meu barco. Era urgente deambular em alto-mar, bem longe da terra onde estava atracado. E assim fiz…
Esta reabilitação é cheia de radicalismos mas quero acreditar que é impossível sentir-me pior do que eu me sinto e para grandes males, grandes remédios…
Provavelmente esta é a primeira vez que coloco o meu bem-estar à frente de tudo o resto mas sei que não podia acumular ainda mais esta situação.
Fica a mágoa de estar a fazer isto a uma pessoa fantástica mas que me tem atormentado inconscientemente.
Entro assim numa fase de profunda introspecção.

Picar o ponto
Convém escrever alguma coisa neste meu cantinho senão ainda pensam que desapareci do mapa ou assim!
Daqui a uns dias actualizo com alguma coisa. ^^
District 9

Desde já agradeço a todos os que me disseram para não ir ver este filme porque ser uma seca blablabla blablabla…
Ainda bem que sou do contra porque ADOREI o filme!!!
O grande Peter Jackson tem aqui um belo Sci-Fi movie com uma vertente muito peculiar ao mostrar o desenrolar da história. (Nota: o realizador do filme é Neill Blomkamp que para mim é desconhecido.)
Já agora 8.5/10 no IMDb.
O site oficial está bastante interessante também. É só clicar no link aqui.
Experimentem verificar zonas não autorizadas no mapa e vão ter a MNU à caça!!! Eheheh ^^
Obrigado meus amigos pseudo-críticos de cinema. < /ironia> ^^
Dias que se arrastam para voar
Hoje senti que precisava de escrever qualquer coisa, mas não qualquer aleatoriedade. Era preciso preencher esta repentina necessidade de me expressar.
Arrependo-me de não converter em acções tudo o que me passa pela cabeça. Era bem mais simples se pudéssemos traçar várias opções ao mesmo tempo e só depois escolher a melhor. Nem sempre tenho vontade para tomar decisões, receoso que me possam levar a um caminho infeliz. Agir instintivamente nem sempre soa bem na minha cabeça.
Estou estranhamente nostálgico. Deve ter sido alguma coisa que comi; só pode ser isso.
O engraçado disto tudo é que não sei ao certo o que deva escrever agora… Fico com a sensação que não devo abrir a minha mente quando escrevo. Dá-me um ar frágil e não gosto que me vejam nessa perspectiva.
É uma bocado paradoxal o que estou a fazer agora, visto que comecei o texto, dizendo que queria escrever, mas agora afirmo que não sei se devo escrever! Sinto que a minha capacidade de argumentação está fortemente abalada com esta incoerência nas minhas frases.
Oiço música enquanto escrevo isto e chego à conclusão que as músicas são como os filmes: normalmente contam ideais que na (minha) realidade não passam de histórias da carochinha.
Em tempos acreditava piamente que, mais dia menos dia, todas as pessoas conseguem ser felizes. Hoje não sou tão optimista.
O ser pessimista não acontece por acaso. Junto todas as pedrinhas que fizeram ou fazem parte da minha vida e analisando sem o uso da consciência, claramente noto que a felicidade que sempre tive como ideal de vida, está a milhas de ser uma realidade.
O meu antigo mundo de fantasia era um refúgio para a minha mente.
A vida, a realidade, o dia-a-dia, conseguem entristecer-me.
Uma pessoa não deve ser infeliz com aquilo que não tem, mas na minha realidade só consigo dizer que sou feliz, se limitar os meus padrões ao mínimo.
Sou feliz com a minha família e com os meus amigos, mas os meus graus de felicidade não passam daí. No meu mundo do imaginário, mundo de fantasia, a felicidade não era assim limitada.
Será que não há compreensão para os incompreendidos?!
A luz ao fundo do túnel é débil, assim como muitas pessoas que tenho conhecido ao longos dos anos. Sem querer parecer ter a mania da superioridade, muitas vezes sinto-me rodeado de futilidades.
O meu refúgio é uma linha de sentimentos demasiado ténue…
Vou voltar a guardar as emoções numa caixinha porque hoje já levantei muito pó deste armazém de disparates a que lhe chamam mente.



