Archive for the ‘not in the mood’ Category

Escrever é Esquecer

quarta-feira, dezembro 14th, 2011

Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.
A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e o representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida – umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana.
Não é o caso da literatura. Essa simula a vida.
Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.

Fernando Pessoa, in ‘Livro do Desassossego’

Fdx.

quinta-feira, dezembro 1st, 2011

Se acreditasse em vida após a morte estaria a pensar que devo ter feito muito mal noutra vida!
Pela pessoa que sou hoje, não mereço isto…

Bela facada

domingo, maio 15th, 2011

Ando cheio de azar.
Ou má sorte, depende da perspectiva.

Esta vidinha já me mostrou que não adianta ser-se uma pessoa séria e correcta porque quem leva a taça no final são os “cabrões”!
Não devia ficar revoltado com isto mas é mesmo inevitável…
Enfim..
Acho que vou precisar de umas semanas de isolamento para me levantar desta rasteira que me pregaram…

Neste momento sinto que fui usado.

Já deu para ver que as boas pessoas nem sempre estão destinadas a coisas boas… Ou então é só mesmo uma ENORME maré de azar.

Insomnia

sábado, maio 22nd, 2010

Não adormeço hoje.
Hmmm.

As feridas não saram.
O pensamento polui-me.

Os demónios do passado brincam na minha mente.
Alguém que me liberte destas correntes.

Quero.
Quero ser libertado.
Mostra-me como o fazer…

Quero dormir em paz.
Solta o sonho perfeito de uma realidade imperfeita.
Caminho para a destruição…

Durmo.
Acordo.

Repete-se o ciclo.

Terei tomado uma má decisão? =/

Ciclo vicioso

terça-feira, abril 13th, 2010

Já tinha escrito três linhas de texto mas apaguei-as…
Às vezes esqueço-me que escrever aqui é diferente de escrever no anonimato. Aqui não há escudo actimel para ninguém!
De qualquer maneira estou a precisar soltar uns pensamentos da minha cabeça e prendê-los na forma de texto.

Estou cansado de ser como sou. As minhas rotinas começam a deixar-me doente.
Falta-me a chama de acreditar em qualquer coisa.

Tenho saudades.

Muitas…

Sou um fraco.
Tomo decisões importantes para o meu bem e depois fico na mesma. Foda-se que gajo tão triste que consigo ser.

Ser assim revolta-me.
Se a minha vida fosse um livro, teria na capa: “O incompreendido”.
A vida não retribui da forma que devia. Sinto que o mundo é injusto…

Enfim.
Ao menos confirmo que a música ajuda a apaziguar o estado de espírito.
A Alicia Keys tem-me ajudado hoje com este Empire State of Mind (com o Jay-Z).

Leituras do passado

domingo, janeiro 10th, 2010

Encontrei por mero acaso, uns textos que escrevi à cerca de 3 anos. Li-os por curiosidade e fiquei com uma sensação muito estranha… :S
É curioso relembrar o que me percorria a alma naquela altura, apesar de hoje conhecer o desenlace que aquela ilusão teve. :/

Demasiadas pessoas já me disseram que foi demasiado tempo perdido.
Apesar de ainda andar em baixo a tentar superar isto, acredito que faria novamente tudo o que fiz.

Deixo um vídeo para tentar animar.

Palavras que magoam o meu espírito

quinta-feira, dezembro 10th, 2009

Quando pensamos que a vida não tem nada de novo a nos mostrar, eis que surgem situações que nos deixam pensativos.
Escrevo sobre um episódio da minha vida que se tem vindo a arrastar ao longo de quase cinco anos. Comparo-o a uma novela mexicana principalmente por não achar piada nenhuma…
A minha história pode ser encarada como um caso raro de auto-tortura emocional em que, o tempo foi passando e o verbo amar não deixou de ser conjugado no singular.
Muitas pessoas passam pelo mesmo nas suas vidas e acabam por ultrapassar o caso naturalmente.
Como é hábito, eu tinha de ser diferente… Devo ser um anormal por ter visto sempre alguma coisa a manter a fogueira acesa. Cada vez que penso nisto, faz-me odiar a palavra esperança.

Ver a pessoa em questão seguir a sua vida com total naturalidade e sem reparar que eu sempre estive aqui, fiel aos meus sentimentos, fez-me explodir com raiva a mim mesmo!
Mantive este assunto como tabu durante muito tempo mas desta vez tinha de desabafar para tentar sair destas areias movediças. As vítimas: os meus amigos.
A solução prontamente sugerida, a meu ver, radical, foi cortar a corda da âncora do meu barco. Era urgente deambular em alto-mar, bem longe da terra onde estava atracado. E assim fiz…
Esta reabilitação é cheia de radicalismos mas quero acreditar que é impossível sentir-me pior do que eu me sinto e para grandes males, grandes remédios
Provavelmente esta é a primeira vez que coloco o meu bem-estar à frente de tudo o resto mas sei que não podia acumular ainda mais esta situação.
Fica a mágoa de estar a fazer isto a uma pessoa fantástica mas que me tem atormentado inconscientemente.
Entro assim numa fase de profunda introspecção.

triste destino