Archive for the ‘leituras’ Category

Loveless

Hoje deu-me vontade de recordar um dos meus videojogos favoritos, Crisis Core: FFVII para a consola portátil da Sony.
Quem jogou, certamente se lembra das peculiares fases onde Genesis cita o livro que trás sempre consigo. Loveless é o título do livro e apeteceu-me transcrever todas as passagens que são citadas durante o jogo.
Leitura inspiradora! ^^

loveless

Loveless

Prologue:

When the war of the beasts brings about the world’s end,
The goddess descends from the sky

Wings of light and dark spread afar,
She guides us to bliss, her gift everlasting…

Act I:

Infinite in mystery is the gift of the goddess
We seek it thus, and take to the sky.
Ripples form on the water’s surface
The wandering soul knows no rest.

Act II:

My Friend, your desire
Is the bringer of life, the gift of the goddess.
Legend shall speak of sacrifice at worlds end.
The wind sails over the water’s surface
Quietly, but surely…

Act III:

As the war sends the world hurtling towards destruction
The prisoner departs with his newfound love
And embarks on a new journey.

He is guided by hope that the gift will bring bliss
And the oath that he swore to his friends.

Though no oath is shared between the lovers,
In thier hearts they know they will meet again.

Act IV:

There is no hate, only joy
For you are beloved by the goddess.
Hero of the Dawn, Healer of Worlds.

Three friends go into battle
One is captured,
One flies away,
the one that is left becomes a hero.
If we were to enact it,
would I be the one to play the hero,
Or would You?
Indeed
After all, your glory should have been mine.

My Friend, the fates are cruel
There are no dreams, no honour remains.
The arrow has left the bow of the goddess.

My Soul corrupted by vengeance,
Hath endures torment,
To find the end of the journey in my own salvation.
And Your eternal slumber.

Now what i want most…
is the ‘Gift of the Goddess’…

Act V:

Dreams of the morrow hath shattered soul
Pride is Lost.
Wings stripped away, the end is nigh
Such is… the fate of a monster.

Even if the morrow is barren of promises,
nothing shall forestall my return.
If this world seeks my destruction…
… It goes with Me

Yokai Attack! The Japanese Monster Survival Guide

Yokai Attack! is your one-stop guide to Japan’s traditional creepy-crawlies. Not a single yokai was created for the pages of Yokai Attack! Their stories were taken from generations of Japanese fairytales and folk stories.

Yokai are ethereal sorts of beings, and nearly always encountered at night; everyone has their own take on how they might look in real life and what sorts of characteristics and abilities they might have. Yokai Attack! is a collection of data and descriptions from a variety of sources, including vintage art, historical records, and microfilms of legendary yokai chronicler Sekien Toriyama’s 18th century texts stored in the National Diet Library in Tokyo. All new illustrations detail the potential visible appearance of each yokai. And alongside each illustration is a series of “data points,” allowing you to take in each yokai’s important characteristics at a glance - handy for any potential close encounters.

Que livrinho incrível acabei de comprar! ;)

Leva-me longe, meu suspiro fundo

Leva-me longe, meu suspiro fundo,
Além do que deseja e que começa,
Lá muito longe, onde o viver se esqueça
Das formas metafísicas do mundo.

Aí que o meu sentir vago  e profundo
O seu lugar exterior conheça,
Aí durma em fim, aí enfim faleça
O cintilar do espírito fecundo.

Aí … mas de que serve imaginar
Regiões onde o sonho é verdadeiro
Ou terras para o ser atormentar ?

É elevar demais a aspiração,
E, falhado esse sonho derradeiro,
Encontrar mais vazio o coração.

Fernando Pessoa

Timeout!

Ando com muito pouco tempo para a escrita.
Gostava de ter o dom da ubíquidade…

 

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave
de rapina.Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

Carlos Drummond de Andrade

 

Palavrões

“É pior falar mau português do que falar mal em bom português. Quem anda para aí a foder a língua não são os que dizem «Foda-se» de vez em quando. São os que dizem «Acabou de terminar» e «Eventualmente estão assegurados». Se não usarmos os palavrões livre e inocentemente, eles tornar-se-ão em meras obscenidades. E, para obscenidade, já basta a vida em si.” (Miguel Esteves Cardoso in Explicações de Português)

Fernando Pessoa - O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser…

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto…
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço…

                                                                Álvaro de Campos

Luz

Um momento não quero esquecer. Uma vida inteira
não merece um voltar de costas. Seria egoismo
apagar os pensamentos, a emoção, os sentimentos…
Que me fizeram sorrir!

Chega de esperas. Quero que a uma luz
Me ilumine. Acredito ser capaz de sair
Deste lugar onde feliz fui apenas por instantes…

path-of-the-giants.jpg

Post scriptum: Fácil é ler o que nos escrevem, difícil é perceber o que nos querem dizer! Uma dica: basta prestar atenção ao dia em que o texto foi escrito e escolher as palavras certas (dá para ler duas frases escondidas). :P

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