Estava eu calmamente a ler um jornal quando, para meu espanto, me deparo com um artigo sobre Moisés e os Dez Mandamentos. Aparentemente não há nada de especial sobre este assunto mas o artigo em questão retratava uma teoria de um professor de psicologia, da Universidade Hebraica de Jerusalém, chamado Benny Shannon para o jornal britânico especializado Time and Mind, que avançava que os Dez Mandamentos da Lei de Deus haviam sido escrito sob o efeito de alucinógenios.
Quem me conhece, certamente ficará com um sorriso no rosto ao imaginar a minha expressão enquanto lia a polémica teoria…
Os Dez Mandamentos terão sido escritos após o consumo de hoasca, uma planta que se encontra na Amazónia, bem como no Monte Sinai, em Israel, susceptível de alterar o estado de consciência daqueles que a consomem, deixando-os pedrados.
Esta teoria põe em causa, de alguma forma, a sanidade mental de quem escreveu aqueles ditames. Ou seja, Moisés! Que não estava só, pois a seu lado teria uns quantos israelitas, no mesmo estado mental do mentor, garante o “pai” da tese religiosa.
Outra planta encontrada em Israel e em vários países do Médio Oriente, com idêntico poder alucinógenio, mas também para fins medicinais, chama-se harmal (Peganum Harmala).
Falando a uma rádio pública da rádio de Israel, Benny Shannon declarou: “No que diz respeito a Moisés no Monte Sinai, ou tratou-se de um acontecimento cósmico sobrenatural, o que não acredito, ou de uma lenda, em que também não acredito. Ou, por último, o que é muito provável, foi um acontecimento que juntou Moisés e pessoas de Israel sob o efeito de narcóticos.”
Uma trip sagrada com direito a trovões, relâmpagos, trombetas do céu e à “visão” de sons e vozes.
Shannon não fala por diletantismo, antes resultado de um conhecimento de experiência feito: “Também eu tive visões, depois de consumir hoasca, durante uma cerimónia religiosa na floresta amazónica do Brasil, em 1991. Eram visões de conotação espiritual e religiosa.”
Mais uma teoria a acrescentar ao meu vasto repertório da não-crença religiosa!
Qualquer dia acontece-me um “acidente” vindo de uma ordem secreta de novos templários ou qualquer coisa do género… ;)




Realmente lendo teu texto me deparo com a eterna questão sobre a plausibilidade e coerencia de certas formas religiosas e verdades ditas ” sagradas “….
Pena nao saber onde leste esse texto mas vou ja pesquisar na net porque quero ler com os meus olhos ora esta ….
Enquanto por um lado uns acreditam na santidade e outros a contestam , pesquisando e assolando a ansiedade mental daqueles que instituiram o que sagrado se segue …
Enfim…a contestação é o que move o mundo …