14 December 2007

Ausência

Category: reflexos — Filipe Ribeiro @ 01:29

Desengane-se quem pensa que o tempo cura tudo.
É como tomar uma aspirina após ter partido uma perna, simplesmente não cura
O tempo apenas cura o que há para curar.

Quando as ideias estão nubladas, caimos no erro de tentar interpretar as coisas de maneira espontânea, por vezes irracional. Dizemos coisas que mais tarde nos poderemos arrepender, tomamos actos irresponsáveis e elevamos a mente a locais do mais puro imaginário.
Acredito que o ser humano tem tendência em procurar fortes bases para a estrutura frágil do seu quotidiano. Inconscientemente somos induzidos a tomar acções que nos deixem mais confiantes e optimistas.

A nível sentimental consigo ver uma fragilidade na procura da felicidade. Por vezes somos atingidos com doses industriais de emotividade e somos levados a pensar rapidamente, sem qualquer tipo de reflexão.
Normalmente caímos no erro de pensar apenas por nós próprios, principalmente quando estamos a falar da interactividade entre duas pessoas. A chave está aí: DUAS pessoas.
Depois há outro aspecto que me faz reflectir. A incrível mania de sofrer por antecipação
Aí volta a história de sofrer por algo que não se tem ou que nunca se teve.

ninguem.jpg

Tenho um segredo que partilho com uma só pessoa.
Esse segredo é tão reservado que nem eu mesmo compreendo o que é. Falo de um sentimento.
À primeira vista passa por uma grande amizade, mas já o confundiram com amor.
Não se restringe a nenhum dos dois. É algo mais forte. Mas tão difícil de explicar, como de perceber.
Apenas sei que há pessoas que viravam o mundo do avesso para encontrar algo assim. Um sentimento tão verdadeiro e recíproco que faria inveja a muita gente.
Apesar dos altos e baixos de duas vidas que teoricamente se deveriam afastar do seu rumo conjunto, cada vez que aparece uma ponte entre essas vidas, lá surge uma luzinha, tal qual uma estrela cadente no meio do escuro céu de lua nova…
Uma espécie de magia.

3 comentários »

  1. Tenho um segredo igual ao teu…
    Talvez me compreendas quando leres o meu post “alma gémea”… em http://www.oiglake.blogspot.com

    Comment by Ana — 26 December 2007 @ 18:10

  2. Li o teu “segredo” e fiquei com a ideia que poderia ter sido eu a escrever o que escreveste!

    Comment by Filipe Ribeiro — 26 December 2007 @ 22:53

  3. Ora aqui está um texto inspirador…é verdade o tempo não cura tudo…

    Comment by Alexandra — 4 February 2008 @ 11:12

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