Passa outro dia, outro mês, outro ano e continuo a procurar fazer do singular, plural.
Caminho sozinho.
Sinto que apenas procuro a verdade, vagueando pelas memórias, censurando o que fiz de errado, para não cair nos mesmos erros.
Todos nós, somos um ser em constante mutação.
Há alturas em que se encontra alguém.
Inconscientemente avaliamos o padrão da pessoa e comparamos com o nosso.
Nasce atracção, desenvolve-se amor.
Por vezes ficamos presos entre o nossa fantasia e a realidade.
A negação tentará cegar-nos, até deixarmos de acreditar…

Sem dó nem piedade, vemos o fim.
Um final doloroso, um final de frustração.
Quem caminha sozinho e encontra alguém que o completa, certamente irá sentir dor, em destruir o que até ali se construiu.
À medida que a outra pessoa nos escorrega das mãos, a fé causa-nos sofrimento.
A esperança vai morrendo…
Entre EU e TU apenas há uma maldição.
A vida é mesmo assim.
Dar tudo por uma pessoa, pode não ser suficiente quando ela não te ama de volta.
Só um amor não chega e as palavras não sabem amar…


