
Há dias em que tudo parece nublado.
Não me refiro ao tempo, nem tão pouco ao estado de sobriedade de uma pessoa.
Apenas à maneira de olhar para a vida. De a viver.
Caminhar sem destino é o desejo de muitos, mas na realidade todos nós procuramos alguma coisa. Um ideal.
Decepção.
É o sentimento que fica entranhado no corpo, quando as coisas não correm como queremos.
Acordar, olhar pela janela e ver o céu carregadinho de nuvens na iminência de nos punir com chuva…
Abrir o jornal e ver que os números da lotaria não correspondem com o nosso talão…
Fazer anos e a pessoa que nos é mais importante não se lembrar…
Pergunto-me: - Será inteligente viver uma vida cheia de ideais?
… (reflicto) …
Não me encarem como um pessimista. Seria errado fazê-lo.
Interpreto o mundo real, não o fictício.
Viver de ilusões não nos leva à utopia. Arrasta-nos pelas correntes fáceis da felicidade a curto prazo!
Neste espírito cito umas palavras que na altura não me apercebi de tamanha consciência, mas que agora lhes dedico inteira escrita: “Não penses no que não tens, mas em tudo o que já conquistaste”.
E mais não digo…


